Maxi López cresce com mais um gol. ‘Tem a cara do Grêmio’, diz Tcheco

Argentino dificilmente deixará a equipe, mesmo quando Alex Mineiro voltar. Dirigente lembra que ele veste o número 16, o mesmo de Jardel em 1995

Ampliar Foto Agência/AFP Agência/AFP

Maxi López comemora o seu gol contra o Universidad do Chile

‘É a oportunidade ideal para mim’, disse Maxi López um dia antes de ir a campo contra o Universidad de Chile. O argentino imaginava que, com outra boa atuação, encaminharia a condição de titular absoluto do Grêmio. E ele acertou na mosca. Ao marcar o segundo gol tricolor na vitória de 2 a 0 no Estádio Nacional, em Santiago, o cabeludo cresceu ainda mais na parada. Ele começa a provar que o clube gaúcho fez bem em investir pesado nele.

– O Maxi primeiro teve que entrar em forma, depois ganhar ritmo de jogo. É um processo normal. Aos poucos, ele começa a ser aquele Maxi que todos querem ver. É um jogador que tem a cara do Grêmio, esse espírito de luta. Ele incorpora isso – comentou o capitão Tcheco.

“La Barbie”, como o atleta é chamado na Argentina, já havia feito gol contra o Aurora, na partida anterior. Em crescimento, ele ainda não se considera titular absoluto e comemora o carinho que já recebe da torcida.

– Temos muitos atacantes qualificados no elenco. Estamos com dois atletas lesionados, o Alex Mineiro e o Perea, que logo poderão nos ajudar, e ainda temos Jonas e Herrera, que são grandes jogadores. Ao torcedor, eu digo que vou sempre lutar muito para fazer cada vez mais gols – comentou o gringo.

O bom desempenho do argentino já contagia até os dirigentes do Grêmio, que deram a ele a camisa 16 na inscrição da Libertadores, mesmo número utilizado pelo lendário centroavante Jardel no bi continental, em 1995.

– A camisa 16 voltou a brilhar na Libertadores. Isso é muito importante para nós – derreteu-se o assessor de futebol do Grêmio, Luiz Onofre Meira.

Pressão, casa cheia e rival difícil: Tricolor tem seu maior desafio na Libertadores

Grêmio aponta o duelo desta quarta-feira, contra o Universidad de Chile, em Santiago, como o mais complicado da primeira fase da competição

Ampliar Foto Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM

Maxi López espera um jogo muito difícil

Não será apenas mais um jogo. O Grêmio colocou na cabeça, e com bons argumentos, que a partida desta quarta-feira, contra o Universidad de Chile, em Santiago, será a mais casca grossa da primeira fase da Libertadores da América. Três elementos pesam na convicção tricolor: a possibilidade de La U entrar de vez na briga pela liderança do Grupo 7, a forte presença de público no lendário estádio Nacional (deve receber mais de 40 mil pessoas), e a qualidade do adversário, superior ao Boyacá Chicó e ao Aurora.

– Vai ser nossa partida mais complicada. O adversário vai jogar a vida contra nós. Teremos que trabalhar muito bem para sair com um bom resultado – alertou o argentino Maxi López, em entrevista no saguão do hotel em que o Tricolor está concentrado em Santiago.

O técnico interino Marcelo Rospide, que ocupa o cargo desde a saída de Celso Roth, concorda com Maxi. Ele chega a falar em jogo viril em Santiago.