Gremistas secam adversários no Brasileirão e na Sul-Americana

Grupo tricolor torce por insucessos de outras equipes nas duas competições

Se as TVs disponíveis nas casas dos gremistas contassem, todas, com aparelhos que medem a audiência, as transmissões da partida Ceará 2 x 2 Botafogo teriam somado 100%. Na 6ª colocação do Brasileirão, com 53 pontos, o Grêmio se beneficiou do empate no confronto da última quarta-feira à noite.Fechando o G-4, o Botafogo tem 56. Está sob a mira tricolor, que pode alcançá-lo vencendo o Santos às 19h30m do próximo sábado, na Vila Belmiro. E o Grêmio supera o alvinegro carioca pelo número de vitórias.

Renato Gaúcho, técnico gremista, concorda quando perguntado se no Grêmio o empate do Botafogo foi bem recebido:

– Poderia ter sido pior, o Botafogo poderia ter vencido. Foi um bom resultado. Mas o mais importante é a cada rodada a gente ficar vivo, e brigar pela Libertadores. Os dois principais adversários, o Botafogo e o Atlético-PR, terão de jogar aqui. E, querendo ou não, isso é uma vantagem para a gente.

O lateral-esquerdo Lúcio abre o alcance da observação tricolor, direcionando a secação também à Copa Sul-Americana. Chegando à 4ª colocação do Brasileirão, o Grêmio ainda depende do insucesso dos brasileiros na competição continental. Título de algum clube conterrâneo inviabiliza a classificação à Taça Libertadores 2011.

– Estou acompanhando sim, e estou secando também. Há um mês a gente nem tinha chance de ir à Libertadores. Temos que dar essa secadinha rápida. Mas o mais importante é fazer o teu trabalho, não adianta secar sem conseguir os pontos que faltam.

Paulão, zagueiro com credibilidade entre os torcedores, sequer cogita a hipótese de ver um brasileiro campeão da Sul-Americana. Principalmente se, ao final do Brasileirão, o 4º lugar for do Grêmio.

– Já pensei muito nisso. Seria muito triste, pelo trabalho, pela batalha, pela entrega, fazer tudo isso e não conseguir a Libertadores. Mas o futebol é assim, o Brasileirão é um campeonato muito interessante porque tudo pode acontecer. Estávamos lá embaixo e agora brigamos pela vaga na Libertadores. Mas seria triste terminar o ano no G-4 e sem a vaga na Libertadores.