Para Jonas, igualar Renato Gaúcho, só em número de gols

Jonas diz que o atual treinador do Grêmio ‘atropela’ no contexto

Dizem que no Japão crianças são embaladas por histórias de um lateral-esquerdo alemão que vaga pelas ruas de Tóquio à procura de alguém. Seria ele Schröder, encarregado de deter um imparável Renato Gaúcho em 11 de dezembro de 1983.

Schröder está naquela camisa branca desnorteada pelos dribles do 7 gremista na decisão do Mundial Interclubes. Faltavam oito minutos para o final do primeiro tempo quando Renato esculpiu o gol mais emblemático da história do Grêmio – que conquistaria o troféu vencendo o Hamburgo por 2 a 1.

Este gol integra a estatística dos 74 marcados por ele vestindo azul, preto e branco. Marca ameçada por outro camisa 7: Jonas, artilheiro do Brasileirão, que já comemorou 71 gols pelo tricolor.

Jonas fala sobre o assunto com a deferência que acredita apropriada. Para o atacante treinado por Renato, o protagonista do título mundial é ‘o top do Grêmio’, transmite sorte ao número 7, e ‘atropela’:

– Alcançaria o maior ídolo do clube só em gols, porque nas demais coisas ele me atropela. Antes eu estava muito ansioso para conhecê-lo, pensando em como seria, e agora estamos muito felizes. (…) Ele me ajuda muito, essa camisa 7 está me dando sorte por causa dele. Igualar o Renato em gols seria maravilhoso porque com certeza ele é o top do Grêmio.

Renato encara a quase inevitável ultrapassagem – Jonas tem nove rodadas do Brasileirão para ainda neste ano marcar pelo menos quatro gols – com o característico bom-humor.

– Posso tirar ele do time e ele não vai me passar – provocou, para completar:

– Eu brinco com ele. Falei que os gols dele melhoraram, mas ainda estão longe daqueles que eu fazia. Fico cutucando ele. Mas quanto mais gols ele fizer melhor, porque é a garantia do emprego do treinador.