Enclausurado, Renato começa a se incomodar com falta de privacidade

Técnico tem vida restrita em Porto Alegre. Assédio inibe momentos de lazer do maior ídolo do Grêmio

Falta a paz para ir a um restaurante, falta a tranquilidade para dar uma caminhada, falta o direito de tomar um chopp em um bar, jogar conversa fora, desestressar. Renato Gaúcho está enclausurado em Porto Alegre. É como se a vida dele tivesse via única: do hotel para o Olímpico, do Olímpico para o hotel. Maior ídolo do Grêmio, ele vê todas as oportunidades de lazer intimidadas pelo assédio que sofre. E começa a se incomodar com isso.

Nesta sexta-feira, ao entrar na sala de entrevistas do Olímpico para dar sua coletiva, Renato soltou uma bufada e brincou com os jornalistas:

– Como eu queria ter a vida de vocês…

Depois, Renato detalhou seu incômodo. Ele queria ter um pouco mais de privacidade.

– Não consigo respirar. É trabalho-hotel, hotel-trabalho. Não tenho paz em lugar nenhum. Sinto um pouco de falta da privacidade que perdi. Não é desânimo, mas não consigo fazer nem meu trabalho com tanto assédio. Sinto um pouco de falta de privacidade – disse o treinador.

Renato está sozinho em Porto Alegre. Não levou familiares à capital gaúcha. Ele está à procura de um apartamento para se livrar do alto valor que paga no quarto de hotel onde está hospedado.

– Não é que eu esteja triste. Não é isso. Mas todo mundo sente falta de sentar num barzinho, conversar com os amigos. Minha tranquilidade é quando entro no quarto e o telefone não toca. É por isso que gostaria de ter algumas horas da vida de vocês – comentou o treinador.

Renato tenta encontrar um lugar onde possa tomar um chopp com tranquilidade. E também um local para morar. Ele aceita sugestões.

– Tem um apartamento para me alugar? – perguntou ele a um jornalista antes de retornar ao vestiário gremista, de onde rumaria novamente para seu quarto de hotel.