Advogado de Renato garante que meia não se reapresentará à Ponte Preta

Marcos Motta afirma que houve divergência na interpretação da liminar


Renato treina sem poder estrear pelo Grêmio

O futuro do meia Renato segue indefinido. Na segunda-feira, a CBF acatou a decisão da Justiça do Trabalho de Campinas e reativou o vínculo do atleta com a Ponte Preta. O advogado Marcos Motta, no entanto, garantiu nesta terça que o jogador não se reapresentará ao clube paulista. Apesar da decisão da entidade máxima do futebol nacional, Motta disse que houve um conflito na interpretação da liminar. O representante do meia assegurou que o contrato dele com o Grêmio é válido:

– Ele só não está inscrito pelo Grêmio. Estamos tomando as medidas legais cabíveis. Só não vou adiantar quais são. Estamos aguardando um novo entendimento da CBF. Há uma divergência de interpretação da liminar que foi dada e que a Ponte fez chegar à entidade, por isso que ele saiu no BID (Boletim Informativo Diário). Mas essa liminar já foi cassada, inclusive. Não há nenhum despacho novo da Ponte, que apenas usou uma liminar que já existia – disse.

Motta explicou ainda qual é o conflito de interpretação existente:

– A divergência de interpretação é sobre o afastamento. Na liminar inicial, seria uma determinação de reapresentação do atleta e multa. A Ponte entende que a cassação da liminar só afastou a multa. Nós entendemos que afastou a multa e desobrigou o jogador de se apresentar ao clube – salientou.

O advogado disse ainda que a Macaca errou ao fazer a transferência de Renato ao Al-Ittihad. Sobre a cláusula do contrato, que estabelecia que se uma ou mais parcelas não fossem pagas, o negócio estaria desfeito, o diretor jurídico do Grêmio Cláudio Batista disse que o acordo não tem validade.

– Essa cláusula é nula do ponto de vista trabalhista. Como se vai obrigar alguém a trabalhar onde não quer? – questionou.

Batista salientou que o clube gaúcho não se envolve diretamente na questão, que está sendo resolvida pelo atleta e seus advogados:

– O Grêmio, quando contratou o atleta na semana passada, confirmou que ele estava livre. E ele está livre, na medida em que a Ponte vendeu o jogador para a Arábia e rescindiu o contrato. Se o contrato está rescindido não há condição de revigoramento – reiterou.

O dirigente espera que a situação seja resolvida logo:

– Ele está treinando, quer continuar no Grêmio. Isso precisa ser resolvido o mais rápido possível – afirmou.

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