Grêmio pretende recorrer à Fifa sobre caso do meia Renato

Advogado do clube tricolor, Cláudio Batista, afirma que Ponte Preta corre um grande risco por ter entrado na Justiça


Renato já treina no Grêmio, mas sua contratação ainda causa polêmica

O imbróglio entre Ponte Preta e Grêmio envolvendo o meia Renato continua. Nesta sexta, o jogador apareceu no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF, sendo regularizado para atuar pelo Tricolor. Porém, o clube de Campinas conseguiu uma nova liminar na Justiça Comum para reintegrar o atleta ao grupo. Essa ação da Ponte, de acordo com o advogado do time gaúcho, Cláudio Batista, será comunicada à Fifa.

– Isso vai ser derrubado com certeza, não tem o menor fundamento. A Ponte Preta está correndo um risco muito grande, pode ser até ser desfiliada pela Fifa. Vou comunicar à Fifa. Não se pode utilizar a Justiça Comum para que a CBF faça alguma coisa – explicou Batista.

Renato Cajá foi apresentado na última terça como novo reforço para o restante da temporada, mas a Ponte Preta, clube que o jogador atuou antes de se transferir para o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, havia ameaçado melar o negócio por causa de uma dívida dos árabes. Segundo o advogado gremista, o atleta não pode ser obrigado a voltar para o clube de Campinas pela Justiça Comum.

– Ninguém pode ser obrigado a voltar ao trabalho se não quiser. Aliás, foi o que eu falei ontem [quinta] longamente com Valed Perry (assessor jurídico) na CBF, e a CBF liberou até por causa disso – comentou.

Batista prefere não afirmar ainda, mas acredita que, assim que a Fifa for informada sobre o caso, a Ponte Preta pode se complicar.

– Não vou afirmar, mas a Fifa vai tomar conhecimento disso. A Ponte está indo longe demais. Nós vamos comunicar para a Fifa, sem dúvida – reiterou.

E assim que a Fifa tomar conhecimento, o advogado diz que tudo será resolvido rapidamente.

– É imediato, tudo comunicado via internet, as decisões são rápidas.

Batista comentou que já aconteceu outros casos parecidos como esse de Renato. O advogado explica que um jogador não pode ser usado como garantia de negócio.

– Houve casos parecido, mas como esse não. Nesse caso, há um fato que eu tomei conhecimento do próprio advogado da Ponte, que no contrato de venda do jogador para a Arábia inseriram uma cláusula que, se o time da Arábia não pagasse a Ponte, o atleta teria que retornar. Isso é nulo, não existe isso. Ele não pode ser usado como garantia de negócio – finalizou.