Grêmio x Santo André: ingressos à venda

Tricolor gaúcho volta ao Olímpico, neste sábado, para tentar reencontrar a vitória, após derrota para o Avaí


O Grêmio já disponibiliza ingressos para a partida contra o Santo André, no próximo sábado, no Olímpico. O confronto está marcado para as 18h30m. O valor dos bilhetes varia de R$ 40 (arquibancada) a R$ 60 (cadeira central). O sócio-torcedor tem 50% de desconto. Idosos também pagam a metade do preço. Para os estudantes, a meia-entrada vale apenas para a arquibancada.

O jogo entre Grêmio e Santo André é válido pela 14ª rodada do Brasileirão. Depois de mais uma derrota fora de casa, para o Avaí, na última quarta, o Tricolor tentará reencontrar a vitória dentro de seu estádio.

Valores dos ingressos:

Arquibancada: R$ 40

Cadeira lateral: R$ 50

Cadeira central: R$ 60

Jogadores culpam arbitragem e retranca por mau desempenho com um a mais

Tcheco e Adilson explicam por que time não aproveitou vantagem numérica


Jogadores, dirigentes e o técnico Paulo Autuori atribuíram as primeiras derrotas do Grêmio fora de casa às expulsões. Nesta semana, em Florianópolis, este não foi o problema. Pelo contrário, o time enfrentou o Avaí por mais de 30 minutos com um homem a mais em campo, e não conseguiu reagir. Questionados sobre o assunto, jogadores tem explicações diferentes para o ocorrido.

Questionado sobre o assunto, o capitão Tcheco culpa o árbitro:

– O jogo foi muito atípico em relação à arbitragem. Só eu, o Adilson e o Victor, se não me engano, não tomamos cartão amarelo. O que a gente lamenta neste Campeonato Brasileiro são os critérios diferentes de um árbitro para outro. É difícil a gente estudar a perspectiva do juiz. O de ontem estava fazendo sua estreia.

Adilson prefere atribuir o problema à inteligência tática do Avaí:

– Eles já estavam vencendo de 1 a 0. Quando o jogador foi expulso, a equipe deles se fechou de uma maneira que nos complicou bastante. A gente trabalhou a bola de um lado para outro, tentou infiltrar, mas estava muito difícil. Eles acabaram anulando nossos ataques e nos esperaram também, deixaram só um para o contra-ataque. Futebol é assim: quando tu és inteligente, e acho que eles foram muito inteligentes, tu consegues segurar uma partida.

É claro que os dois jogadores admitem que o time jogou mal. Ambos

– Depois da expulsão do jogador deles, a gente não conseguiu aproveitar e teve dificuldades para infiltração. Fazia muito tempo que a gente não tinha tanta dificuldade para criar situações de gol. A nossa criação deixou muito a desejar – disse o capitão.

Tcheco reclama de tratamento diferenciado da torcida tricolor

‘Quando o time perde, o pepino é comigo. Quando ganha, quem fez o gol, quem tem fama de ser o bonitinho da torcida, é aplaudido’, diz


Tcheco (à esq.) durante treino do Grêmio

Os insucessos do Grêmio longe de casa comprometem a campanha no Brasileirão e começam a provocar fissuras no vestiário. Aborrecido com as cobranças, o capitão Tcheco admitiu a má atuação contra o Avaí. Mas também pediu tratamento igual por parte da torcida.

– A responsabilidade de ser o capitão é sempre minha. Quando o time perde, o pepino é comigo. Quando ganha, quem fez o gol, quem tem fama de ser o bonitinho da torcida, é aplaudido – disse Tcheco.

– Mas quem é o bonitinho da torcida? – quiseram saber os repórteres.

– Ora, quem? É só ouvir os gritos da torcida – acrescentou Tcheco.

Questionado se a postura da torcida o incomodava, Tcheco respondeu:

– Se incomodasse, já tinha saído.

Mesmo que não tenha dado o nome do “bonitinho da torcida”, fica nítido que Tcheco se referia a Maxi López. Há cinco meses no clube, maior salário do grupo, o argentino virou ídolo com seus dez gols. A semana é sua no Olímpico: fez o gol no Gre-Nal e, nos últimos dias, sua mulher, Wanda Nara, ganhou as manchetes no Brasil e em Buenos Aires pela suposta tentativa de sequestro na Capital.

Esta não é a primeira vez que Maxi é envolvido em polêmica no vestiário. Ele foi alvo de críticas pelo meia Souza, uma das influências do grupo capitaneado por Tcheco. O atrito com o meia aconteceu no fim de maio.

Na saída de campo depois de perder para o Vitória, em 31 de maio, o argentino teria reclamado do isolamento no ataque em entrevista a uma rádio baiana. Souza passava ao lado e ouviu a lamúria do centroavante. No desembarque na Capital, acusou-o de “faltar com a ética” ao reclamar para um repórter em vez de falar no vestiário.

O técnico Paulo Autuori interveio e reuniu os dois. No jogo seguinte, na goleada de 3 a 0 sobre o Náutico, Souza marcou dois gols, e Maxi, um. Comemoraram juntos e deram declarações de que as diferenças haviam sido superadas. Vaidades à parte, o argentino foi defendido por todos os jogadores na acusação de racismo por Elicarlos.

Autuori procura harmonizar o vestiário com conversas francas e deixa a porta aberta para os insatisfeitos saírem do clube. Foi assim com Ruy, hoje no Fluminense, e Alex Mineiro, apresentado pelo Atlético-PR na última terça-feira.

Situação física de Tcheco preocupa comissão técnica do Grêmio

Jogador de 33 anos pode ser preservado em alguns jogos


O desempenho decepcionante do capitão Tcheco na partida de quarta-feira, contra o Avaí, em Florianópolis, pela 13ª rodada do Brasileirão, preocupa os integrantes da comissão técnica do Grêmio. O camisa 10 do Tricolor vem sendo monitorado desde o ano passado e, aos 33 anos, já tem muitas dificuldades em acompanhar o rendimento físico do resto da equipe.

Agora, o Grêmio terá uma sequência de cinco partidas jogando duas vezes por semana. Não está descartada uma preservação de Tcheco em algum destes jogos. Nos próximos 15 dias, o time de Paulo Autuori recebe o Santo André, joga fora de casa contra São Paulo e Cruzeiro, e volta ao Estádio Olímpico para enfrentar o Palmeiras. Encerrando a série, vai até Barueri

O Grêmio não vence fora de casa há quase três meses. O último bom resultado longe do Estádio Olímpico foi no dia 6 de maio, pelas quartas-de-final da Taça Libertadores da América, contra San Martin, em Lima, no Peru.

A explicação para o fraco rendimento diante do Avaí foi o desgaste provocado pelo esforço feito no clássico Gre-Nal. Os quatro jogadores de frente, que marcam insistentemente a saída de bola do adversário, não teriam tido fôlego suficiente para conter o avanço dos homens que vêm de trás do time de Florianópolis. duelar contra a revelação do campeonato até o momento.

Herrera: ‘Está parecendo futebol de maricas, de menina’

Atacante argentino reforça críticas contra arbitragem brasileira


O argentino Herrera, substituído por Paulo Autuori na derrota por 1 a 0 para o Avaí nesta quarta-feira, saiu de campo muito irritado com o juíz Felipe Gomes da Silva. Segundo ele, a arbitragem brasileira está transformando o futebol em um jogo de “maricas” e sugeriu que estrangeiros sejam trazidos para melhorar o nível das partidas.

— Nós saímos muito irritados com isso. Como eu falei, está parecendo futebol de maricas, de menina. E não por causa dos jogadores, mas por causa dos árbitros. Na próxima partida, vou dar um beijo no zagueiro para ver se não tomo cartão amarelo.

Herrera foi advertido justamente por reclamar do árbitro. No lance, ele ficou com a bola na mão, achando que a falta seria favorável ao Grêmio. Ao ver que a marcação indicava falta cometida por ele sobre o zagueiro, ficou muito irritado.

— O nosso time tomou oito, nove cartões amarelos. Só aqui acontece isso. O árbitro não expulsou porque não quis. Quando quer, te expulsa, quando não quer, não te expulsa. A gente sabe que não fez um bom jogo, mas com certeza o árbitro influenciou no resultado.

Adilson deixa críticas à arbitragem de lado e reclama da postura do Grêmio

Com discurso diferente do entoado pelos companheiros após a derrota para o Avaí, volante poupa juiz e demonstra otimismo para as próximas rodadas



A derrota por 1 a 0 para o Avaí na noite de quarta repercute no Grêmio nesta quinta. Após o treino desta tarde, no Olímpico, o volante Adilson foi questionado sobre a dificuldade em jogos fora de casa. Contra o time catarinense, foi a sexta partida sem vitórias longe de seus domínios. Na Ressacada, as reclamações foram para a atuação da arbitragem. Adilson prefere deixar as críticas ao juiz de lado e fala que faltou atitude ao time.


– É um árbitro que estreou na Série A em um jogo do Grêmio, um jogo importante. Ele se demonstrou nervoso muitas vezes em campo. A gente percebe. Apitou muitas faltas, distribuiu cartões de todo jeito (…) É uma situação difícil. Mas não gosto muito de passar a responsabilidade para o juiz. Acho que a gente teve pouca atitude – avaliou o volante.

Adilson vai mais longe, e diz que a atuação diante do Avaí foi a pior da equipe até agora.


– A nossa pior atuação foi essa, contra o Avaí. Mas é uma coisa que pode acontecer, porque nós vínhamos de um jogo muito forte, que foi o Gre-Nal, em que nos saímos muito bem, mas tivemos muito desgaste. Talvez esta seja uma explicação – comenta.


O volante lamenta os erros em Florianópolis. Na opinião dele, o Grêmio vinha jogando bem ofensivamente, e contra o Avaí atacou muito pouco.

– Atacamos muito pouco ontem (quarta). O nosso aproveitamento ofensivo estava sendo muito bom, então a gente estranhou que as coisas não fluíram. É complicado, mas a gente vai conversar e acertar.

Apesar do retrospecto muito ruim em jogos fora de casa – um empate e cinco derrotas – Adilson se mantém otimista e projeta bons resultados em jogos longe do Olímpico nas próximas rodadas.

– Daqui para a frente, temos tudo para conquistar bons resultados fora de casa também – acredita.

Depois do Santo André, no Olímpico, neste sábado, o Grêmio enfrenta o São Paulo, no Morumbi, na outra quinta.