Com três gols em 11 minutos, Grêmio goleia o Atlético-PR e quebra jejum

Tricolor gaúcho, que não vencia há seis jogos, faz 4 a 1 com gols da dupla argentina. Furacão volta à zona de rebaixamento

Maxi López marcou duas vezes sobre o Furacão, assim como seu compatriota Herrera

Se havia alguma possibilidade de crise no Olímpico após a eliminação na semifinal da Taça Libertadores, o Grêmio, ao menos por ora, a afastou. E o fez em apenas 11 minutos: este foi o tempo que o Tricolor gaúcho precisou para fazer três gols, garantir uma ótima vantagem, e acabar goleando o Atlético-PR por 4 a 1, na tarde deste domingo, em Porto Alegre, pela nona rodada do Brasileirão. A equipe comandada pelo técnico Paulo Autuori também quebrou um jejum de seis jogos sem vitórias – três pela Série A e três pela Libertadores -, e subiu provisoriamente para a nona colocação, com 12 pontos. O Furacão, no entanto, permanece com oito pontos e volta à zona de rebaixamento, em 18º.

E se os gremistas estavam insatisfeitos com seus atacantes argentinos, que passaram em branco nos jogos decisivos contra o Cruzeiro pelo torneio sul-americano, neste domingo ninguém pôde reclamar. Maxi López fez os dois primeiros gols, enquanto Herrera completou o placar. Rafael Moura descontou para os paranaenses.

Assista os Golls da Partida:

O próximo compromisso do Grêmio é contra o Corinthians, domingo, às 16h (de Brasília), também no Olímpico. Já o Atlético-PR recebe o Internacional, na Arena da Baixada, na mesma data e horário.

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Três em 11

Se o tom de protestos de pequena parcela da torcida, que gritava contra a diretoria, já incomodava antes do início do jogo, o Grêmio tratou logo de resolver a parada. Logo aos quatro minutos, Thiego fez belo lançamento para Souza, que deixou Fábio Santos livre no lado esquerdo da grande área. O lateral apenas rolou para Maxi López completar de canhota para o fundo das redes.

A comemoração veio em dose dupla, mas desta vez sem gol de algum adversário do Internacional. Aos seis, Fábio Santos aproveitou falha do zagueiro Antônio Carlos na cobertura, entrou livre pela esquerda, e cruzou na cabeça de Maxi López, à meia altura. O argentino não perdoou e marcou o seu quarto gol no Campeonato Brasileiro.

Quando parecia que o Tricolor se acomodaria com a vantagem, uma trama rápida do ataque proporcionou o terceiro. Aos 11, Tcheco tabelou com Maxi López – a bola desviou em Antônio Carlos no meio do caminho –, e escorou para Herrera. O atacante deu um lindo drible em Rhodolfo e tocou na saída de Vinícius: 3 a 0.

O Atlético-PR resolveu, então, sair para o jogo. E não demorou muito para diminuir. Em sua primeira real investida, aos 21, Márcio Azevedo passou com facilidade por Léo, invadiu a área pela ponta-esquerda, e rolou para trás. Marcinho tocou para Paulo Baier, que viu Rafael Moura livre – Túlio dava condição. O “He-man” dominou e chutou no canto direito de Victor.

O gol animou o Furacão, que ainda esbarrava em sua falta de criatividade para finalizar. Até demais. Aos 26, um princípio de confusão envolveu Rafael Moura, que se exaltou após discussão entre Souza e Márcio Azevedo. O atacante empurrou o meia gremista com força e o jogou ao chão. Ficou só no amarelo. Quem chegou com mais perigo até o fim da primeira etapa, no entanto, foi o Grêmio, com Fábio Santos, em jogada de Maxi López, e Léo, de cabeça, após cruzamento de Túlio.

Caixão fechado com goleada

O técnico Waldemar Lemos resolveu ousar para o segundo tempo. Não abandonou o esquema com três zagueiros, mas tirou o ala Zé Antônio para a entrada de Wesley. A mudança não surtiu efeito ofensivamente, mas ao menos o Grêmio não teve tanta facilidade para ficar com a posse de bola. A melhor chance nos minutos iniciais veio aos 12, com Márcio Azevedo, num chute de fora da área.

Aos 19, outra substituição colocou o Furacão para frente: o atacante Patrick entrou no lugar do volante Chico. No Grêmio, Paulo Autuori foi cauteloso: Joílson e Maylson substituiram Fábio Santos, que fazia boa partida, e Souza, respectivamente.

O Atlético-PR passou a gostar do jogo. Aos 31, com o Tricolor já postado na maior parte do tempo em seu campo defensivo, quase encostou no placar. Patrick invadiu a área, e poderia até ter chutado, mas preferiu rolar para o meio. A bola passou por Marcinho e sobrou para Wesley, que carimbou Réver. O Grêmio respondeu aos 35, em contra-ataque que resultou num chute perigoso de Maxi López..

O Grêmio usou a mesma arma para fechar o caixão. Aos 40, Maxi López fez boa jogada pela ponta-direita e cruzou rasteiro para Tcheco. O meia furou, mas a bola sobrou para Herrera estabelecer a goleada no Olímpico: 4 a 1. Apesar do resultado, os pouco mais de 12 mil torcedores continuaram erguendo cartazes que formavam a palavra “omi$$ão”, em crítica à diretoria por causa do tratamento dispensado pela Brigada Militar na entrada do Olímpico no jogo contra o Cruzeiro. Na ocasião, centenas de pessoas ficaram de fora da partida com o ingresso na mão.

Grêmio volta à realidade contra o Furacão

Time de Autuori tenta recuperação contra o Atlético-PR


Ainda abalado pelo duro golpe da desclassificação da Libertadores da América, o Grêmio volta à dura realidade do Campeonato Brasileiro, no qual ocupa a 14ª colocação. Neste domingo, o time de Paulo Autuori enfrenta o Atlético-PR, no Olímpico, às 16h, jogo válido pela nona rodada do Brasileirão. Apesar de estar na 16ª posição, o Furacão ensaia uma reação, após ter começado muito mal a competição, amargando a lanterna.

O Grêmio precisa ganhar do Atlético-PR neste domingo, no Olímpico, para subir na tabela do Brasileiro, onde ocupa a 14ª posição. Mas está abatido, porque o sonho de conquistar a Copa Libertadores da América acabou. O que fazer?

— Meu principal trabalho até a hora do jogo será psicológico, mostrar que a vida continua. Acho que não será tão difícil, pelo espírito mostrado pela equipe no segundo tempo contra o Cruzeiro, quando lutou com dignidade mesmo vendo tudo perdido – diz Autuori, ele próprio já alvo de críticas porque o time venceu apenas dois dos dez jogos sob seu comando.

Com 9 pontos ganhos, o Grêmio venceu apenas duas partidas – sobre os frágeis Botafogo e Náutico, no Olímpico. Perdeu três e empatou outras três.

A escalação deverá ser a mesma, ou quase, da partida final da Libertadores, nesta quinta-feira. Até porque o time não atuou mal e conseguiu um empate em 2 a 2.

— E é preciso repetir, porque só assim ela ganhará sincronia de movimentos. Me perguntam se não seria o caso de voltar para o 3-5-2. Eu respondo que isso não acontecerá jamais – encerra o técnico, adepto confesso do sistema 4-4-2.

A única mudança possível é a entrada de Joílson na lateral-direita, no lugar de Thiego. Joílson é bom apoiador, e contra um adversário como o Atlético, que deverá cuidar mais de se defender, o ex-são-paulino poderá ser mais útil do que Thiego, que é zagueiro improvisado ali.

Quando fala em aprimorar o entrosamento, Autuori se refere à manutenção de Herrera no ataque, ao lado de Maxi López. Herrera não se saiu tão bem contra o Cruzeiro, em sua primeira partida ao lado do conterrâneo. Mesmo assim, tem mais crédito do que Alex Mineiro, barrado por ter marcado apenas quatro gols na temporada e estar há quatro meses sem balançar as redes.

Tendo conquistado sete dos últimos nove pontos disputados, é impossível não apontar uma clara evolução da equipe do Atlético Paranaense. E o grande responsável é o técnico Waldemar Lemos, com sua fala mansa, mas que nos treinamentos vem cobrando ao máximo os jogadores do Furacão.

Os números comprovam a sua boa fase neste Brasileirão. Se existisse o “Waldemar Futebol Clube”, ele ocuparia no momento a
quarta colocação da Série A, já que conquistou sete pontos pelo Furacão e já tinha somado outros oito enquanto comandava Náutico. São quatro vitórias e três empates. Números que não mudam a humildade do treinador.

– Isso é apenas fruto do trabalho. Assim como o Náutico, o Atlético tem um grande grupo, com jogadores que estão com muita vontade. Fico feliz por estar realizando um bom trabalho e dando alegrias aos torcedores. Temos uma comissão técnica de alta qualidade e isso ajuda muito – disse Lemos.

Para seguir pontuando, o Furacão terá desfalques no Olímpico. Por suspensão automática, Waldemar não poderá contar com o zagueiro Rafael Santos e o volante Valencia. A boa notícia fica por conta do retorno de Marcinho, que estava suspenso, e de Rafael Moura, recuperado de uma entorse no tornozelo direito.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO X ATLÉTICO-PR

Local: Olímpico, em Porto Alegre(RS)
Data-Hora: 05/07/2009 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Rodrigo Pereira Joia (RJ)

GRÊMIO: Victor; Joílson (Thiego), Leo, Réver e Fábio Santos; Adilson, Túlio, Tcheco e Souza; Herrera e Maxi López. Técnico: Paulo Autuori.

Atlético-PR: Vinícius; Manoel, Rhodolfo e Antônio Carlos; Zé Antônio, Chico, Rafael Miranda, Paulo Baier e Marcio Azevedo; Marcinho e Rafael Moura (Wesley) – Técnico: Waldemar Lemos.