Torcida do Gremio da Show,mais gremio empata

Empate em 2 a 2 coloca os mineiros na final da Libertadores

Jogadores do Cruzeiro comemoram o primeiro gol de Wellington Paulista, que abriu caminho para a classificação (Crédito: Ricardo Rimoli)

Na decisiva partida das semifinais da Libertadores entre Grêmio e Cruzeiro, a Raposa levou a melhor e vai decidir o título contra os argentinos do Estudiantes, após o empate em 2 a 2 com o Tricolor Gaúcho. Os donos da casa tinham uma missão espinhosa: vencer por 2 a 0 ou por três gols de diferença, caso sofresse gol. Desta forma, o time celeste volta à decisão da competição continental depois de 12 anos e, pelo quinto ano consecutivo, marcam a presença de um time brasileiro na final.

O Grêmio começou fazendo o que se esperava de um time que tinha a necessidade de conseguir a vitória somada ao apoio incondicional de quase 45 mil torcedores. O que se viu no início do jogo foi uma blitz do Tricolor no campo do adversário. A Raposa Mineira era sufocada e passou longe de assustar os donos da casa, embalados por gritos de “O Grêmio é copeiro” e “Queremos a Copa”.

Aos 11 minutos, Maxi López recebeu passe em profundidade de Souza e tentou surpreender Fábio, mas a bola passou por cima da trave. A pressão seguiu e, aos 21, Herrera aproveitou a sobra de um escanteio e a bola passou perto, desviada. No cruzamento seguinte, Tcheco encontrou López, que assustou novamente. Fábio Santos também tentou, aos 24. O problema da pontaria, entretanto, acabou por atrapalhar os planos gremistas.

Aos 29, o colombiano Oscar Ruiz não viu um pênalti claro de Fabinho sobre Herrera. O Grêmio sentiria falta desta grande chance de abrir o placar, pois o castigo – baseado na velha máxima do futebol, de que o time que não faz, acaba sofrendo um gol – estava por vir.

Kléber, até então sumido do jogo, fez uma belíssima jogada pela direita de ataque. Passando por dois marcadores, cruzou para trás nos pés de Wellington Paulista, que só empurrou para o gol, sem chances para Victor: 1 a 0, aos 34, na primeira chegada do Cruzeiro ao ataque.

Wellington Paulista aumentou logo em seguida, aos 36, deixando jogadores e torcedores tricolores incrédulos. Jonathan pôs a bola na cabeça do atacante que, livre, colocou para o fundo das redes. O Grêmio, que cambaleava ao sofrer o primeiro gol, desabou na primeira etapa e foi para o intervalo perdendo por 2 a 0.

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo mais sóbrio, tocando a bola com a tranquilidade que o placar lhe proporcionava. O Grêmio, brioso, cercava – com menos intensidade – o gol adversário com boas chances. Aos 7, Fábio foi obrigado a fazer bela intervenção em tentativa de Herrera. Réver de cabeça, aos 9, diminuiu para o Tricolor após escanteio cobrado por Tcheco.

Se os planos de uma virada histórica já eram praticamente impossíveis, ficaram ainda mais distantes depois da expulsão de Adilson, aos 14. O Cruzeiro esfriava o jogo, mas acabou sofrendo o segundo gol. Souza, aos 30, bateu de longe e marcou um golaço, inapelável. A pressão gremista – tônica da partida – ainda seria forte, mas não o suficiente para a virada. No fim das contas, no Olímpico, o Cruzeiro se classificou para a decisão da Libertadores contra o Estudiantes, mesmo sem ter feito uma partida brilhante.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO x GRÊMIO

Estádio: Olímpico Monumental, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 2/7/2009 – 21h50
Árbitro: Óscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Abraham González (COL) e Humberto Clavijo (COL)
Renda e público: R$ 966.652,00 e 40.452 pagantes (44.920, total)
Cartões amarelos: Tcheco (GRE), 3’/1ºT; Ramires (CRU), 13’/1ºT; Kléber (CRU), 14’/1ºT; Thiego (GRE), 37’/1ºT; Herrera (GRE), 5’/2ºT; Maxi López (GRE), 33’/2ºT
Cartão vermelho: Adílson (GRE), 14’/2ºT
Gols: Wellington Paulista (CRU), 34’/1ºT – (0-1); Wellington Paulista (CRU), 34’/1ºT – (0-2); Réver (GRE), 9’/2ºT – (1-2); Souza (GRE), 30’/2ºT – (2-2);

GRÊMIO: Victor, Thiego, Leo, Réver e Fábio Santos; Adilson, Túlio, Souza e Tcheco; Herrera (Perea, 38’/2ºT) e Maxi López. Técnico: Paulo Autuori.

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva (Anderson, 6’/2ºT) e Gerson Magrão (Elicarlos, 20’/2ºT); Marquinhos Paraná, Ramires, Fabinho e Wagner; Wellington Paulista (Thiago Ribeiro, 25’/2ºT) e Kléber. Técnico: Adilson Batista