Na Venezuela, Grêmio é observado pelo morro Ávila, protetor do Caracas

Adversário tricolor nas quartas de final da Libertadores tem apelido que faz homenagem ao local: ‘Los rojos del Ávila’


Morro Ávila pode ser visto do hotel em Caracas

Nas andanças pela América do Sul, o Grêmio já circulou pelas estradas da Colômbia, encarou a altitude da Bolívia, superou os fantasmas que, segundo os chilenos, circulam pelo Estádio Nacional, em Santiago, e viu de perto o trânsito caótico, quase engraçado, em Lima. Chegou a vez de Caracas. A capital venezuelana tem um pouco de cada uma das cidades visitadas pelo Tricolor na Libertadores. E se mostra idealizada para atletas que ficam confinados em um hotel chique de uma região abastada.


O bairro de Las Mercedes não resume o que é Caracas, assim como Miraflores tinha pouco de Lima. A capital da terra de Hugo Chávez tem pontos ricos, do mesmo jeito que Porto Alegre, Rio de Janeiro ou Buenos Aires. E outros nem tanto. No caminho do aeroporto até o centro de Caracas, há uma sucessão de favelas. Para brasileiros, nada de anormal.


A cidade é bonita. Os prédios, em sua maioria, são velhos, mas há edificações novas, modernas, cheias de luzes. Painéis com mensagens do presidente são comuns. O trânsito não chega a ser o caos de Lima, mas apresenta problemas. Os serviços de telecomunicações, especialmente para contato com outros países, são capengas. O câmbio funciona mais na informalidade do que em lojas oficiais. No aeroporto e nos hotéis, funcionários trocam 1 dólar por 5 bolívares. Os restaurantes maltratam o cliente na conversão: 1 dólar rende 2 bolívares, às vezes um pouco mais.

A realidade de Caracas não abraça os jogadores do Grêmio, que ficam o tempo todo no hotel, quase sempre dentro dos quartos, sem sequer circular pelo saguão. O local da concentração tricolor na Venezuela é cercado pelo morro Ávila, orgulho e um dos principais pontos turísticos da cidade. Os visitantes são sempre aconselhados a pegar o teleférico, ir ao topo do morro e ter uma vista panorâmica da cidade.


De certa forma, o vizinho do hotel gremista é um protetor do Caracas, adversário tricolor nas quartas de final da Libertadores. O clube venezuelano tem um apelido que remete ao morro: Los rojos del Ávila, que significa “os vermelhos do Ávila”, uma menção à cor da camisa do oponente gremista. A população local diz que o morro é o pulmão de Caracas, pela vasta vegetação. É ele que separa a cidade do mar do Caribe.

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