Alex Mineiro revela que foi procurado pelo presidente do Atlético-PR

Atacante diz que, como Grêmio não liberou, voltou aos treinos normalmente


Alex Mineiro: ‘Então, é seguir trabalhando’

O atacante Alex Mineiro descartou sair do Grêmio antes do fim do contrato com o clube gaúcho, que vai até dezembro de 2009. Semana passada, a imprensa paranaense noticiou que o jogador teria ligado para o presidente do Atlético-PR e revelado o desejo de voltar para Curitiba. No entanto, após o treino da tarde desta terça, no Estádio Olímpico, o jogador afirmou que ocorreu justamente o contrário:

– O presidente do Atlético-PR me ligou dizendo que o clube teria prazer em me receber de volta. Eu respondi que, se o Grêmio me liberasse, já que eu não estava sendo aproveitado na maioria dos jogos, eu voltaria sem problema nenhum. Conversei com os dirigentes do Grêmio logo após este contato. Como eles não liberaram, voltei aos treinos normalmente. Seria uma falta de ética da minha parte fazer uma coisa destas com o Grêmio – revelou Alex Mineiro.

Esta é a terceira vez que Alex Mineiro trabalha com o técnico Paulo Autuori. Em 1997, no Cruzeiro, e em 2006, no Kashima Antlers, do Japão, o centroavante foi titular com o treinador e sabe que uma oportunidade deve aparecer nos próximos jogos:

– O treinador já conhece meu futebol e sabe daquilo que eu posso render dentro de campo. Então, é seguir trabalhando para, quando surgirem as oportunidades, não sair mais da equipe – disse Alex.

Autuori manterá 3-5-2 contra o Botafogo

Apesar de preferir o 4-4-2, técnico terá cautela no início


Paulo Autuori volta ao Brasil e inicia trabalho contra o Botafogo, clube pelo qual foi campeão brasileiro

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Marcação forte e capricho nos arremates – essa foi a exigência do técnico Paulo Autuori no treino do Grêmio na parte da manhã, o primeiro dos dois marcados para esta terça-feira.

O primeiro coletivo deverá se realizar nesta quarta-feira. É certo que o esquema tático 3-5-2 será mantido contra o Botafogo, domingo, no Olímpico, embora Autuori tenha dito que o 4-4-2 é o seu preferido.

– Primeiro vem a necessidade do grupo, depois a vaidade do treinador. Foi assim quando cheguei ao São Paulo em 2005. Já preferia o 4-4-2, mas, como os atletas estavam acostumados com o 3-5-2, não mexi de imediato – explicou o novo técnico.

Pelo menos em empenho, a resposta dos jogadores foi boa, na manhã desta terça-feira. Eles mostraram dedicação e garra durante todo o trabalho técnico, realizado no campo suplementar. A atividade começou com ênfase no toque de bola e depois foi realizado um exercício de jogadas de ataque.

No treino de dois toques, Autuori gritou muito para os atletas apertarem a marcação. O centroavante Maxi López foi elogiado pelo treinador pelo esforço.

No final, houve o trabalho pelas laterais, com cruzamentos para conclusões dos atacantes. López soltou uma bomba, mas parou na defesa de Marcelo Grohe. “Boa, López”, incentivou-o o técnico. O primeiro a marcar foi Tcheco. O aproveitamento nos arremates não foi tão alto como no primeiro treino técnico dirigido por Autuori, na véspera. Nos cruzamentos, Ruy foi o que mostrou mais precisão.