Grêmio bate San Martín e confirma vaga nas quartas de final da Libertadores

Tricolor fica a seis jogos de ser tricampeão da América. Gols de Jonas e Herrera garantem gaúchos no duelo com o Caracas, da Venezuela

Em ritmo de treino, Tricolor avança às quartas de final da Libertadores e encara o Caracas

O caminho para o sonho de conquistar a América pela terceira vez tem distância definida. E já não é mais tão longo: são apenas seis jogos, porque o Grêmio está oficialmente nas quartas de final da Libertadores. A classificação tricolor foi confirmada nesta quarta-feira, com vitória de 2 a 0 sobre o Universidad San Martín, no Olímpico, em jogo com pinta de compromisso burocrático. Na prática, o time gaúcho tinha vaga garantida desde a vitória de 3 a 1 em Lima na semana passada.

Os gols do Grêmio, em noite chuvosa e pouco inspirada, foram marcados por Jonas e Herrera. São sete vitórias seguidas na Libertadores. O próximo adversário é o Caracas, da Venezuela, que tirou os equatorianos do Deportivo Cuenca da competição com goleada de 4 a 0 na terça-feira. O primeiro duelo não tem data confirmada pela Conmebol, mas deve ser só no dia 27, dentro de duas semanas, na capital venezuelana.

Antes, a equipe de Marcelo Rospide volta a pensar no Campeonato Brasileiro. O oponente da próxima rodada é o Atlético-MG, comandado por Celso Roth. O jogo é sábado, às 18h30m, no Mineirão.

De bom, só o gol

Jonas abriu o placar para o Grêmio, que mais tarde foi ampliado pelo argentino Herrera

Não fosse o gol do Grêmio, bem que o primeiro tempo poderia não ter existido. O time gaúcho jogou pouco. O peruano, quase nada. Parte das deficiências foi culpa do campo, é verdade, mas os atletas pareciam estar em uma daquelas noites criadas para maltratar a pobre da bola.

O Grêmio colecionou erros de passe. E de todos os tipos: curtos, longos, laterais. O San Martín, talvez o menos bobo dos adversários do Tricolor na Libertadores até agora, tentou aproveitar as falhas, mas faltou competência. Os peruanos insistiram o tempo todo na mesma jogada: lançamento da intermediária defensiva na direção da área do Grêmio, às costas da zaga. Não deu certo.

A única chance que os visitantes tiveram foi em um lance individual de Arzuaga. Ele passou reto por Thiego e faria o gol se Réver, com um carrinho preciso, não aparecesse como anjo da guarda.

Defensivamente, poucos sustos. No ataque, pouca criatividade. O Grêmio ficou com a bola, controlou o jogo, fez vigília na área adversária, mas foi pouco agudo. Mesmo assim, fez o gol. Aos 17 minutos, Fábio Santos cruzou da esquerda na cabeça de Jonas. A conclusão foi perfeita: 1 a 0.

Jonas teve outras duas boas chances, uma antes e outra depois do gol. Ambas foram desperdiçadas. Thiego também teve oportunidade clara para marcar de cabeça, mas a zaga cortou sobre a linha.

E foi só isso. A diferença entre as duas equipes permitiria um Grêmio mais dominador, mas não aconteceu. A justificativa para o baixo rendimento tricolor no primeiro tempo passou por uma atuação um pouco apagada de Souza, principal figura dos gaúchos na Libertadores. Tcheco, em contrapartida, apareceu melhor, especialmente porque ocupou uma faixa mais avançada do campo.

Gol argentino no segundo tempo

Réver mais uma vez manteve a regularidade na zaga tricolor

O Grêmio seguiu atrapalhado no segundo tempo. Com a certeza da classificação, o time gaúcho ainda afrouxou a marcação. Parecia ter só dois setores, defesa e ataque. No meio, um enorme espaço que o San Martín não soube aproveitar.

O Tricolor foi superior nos 45 minutos finais. E poderia ter ampliado repetidas vezes com Maxi López. O argentino teve boas chances, mas não conseguiu fazer o gol. Ou viu seus chutes morrerem na zaga, ou desviou mal, dentro da pequena área, como aconteceu aos 13 minutos, em cruzamento de Jadilson.

O lateral-esquerdo reserva entrou no time no intervalo, no lugar de Fábio Santos. E conseguiu pelo menos incomodar os peruanos com uma correria pela ponta esquerda. A torcida gostou e chegou a gritar o nome do jogador.

García, aos 27 minutos, recebeu sozinho na área. Para alívio tricolor, ele concluiu para fora. Foi a única chance efetiva do time de Lima na busca pelo empate. A torcida resmungou, insatisfeita com o desempenho. Logo depois, os mais de 23 mil gremistas presentes no Olímpico tiveram um momento de felicidade na etapa final. Maxi desviou de cabeça para Herrera mandar chute forte, seco, no fundo da rede peruana. Um gol argentino selou a vitória de 2 a 0 e confirmou uma classificação que já era azul, preta e branca desde a semana passada.

Ficha técnica:

GRÊMIO 2 x 0 SAN MARTÍN
Victor, Thiego (Túlio), Rafael Marques e Réver; Ruy, Adílson, Tcheco, Souza e Fábio Santos (Jadílson); Jonas (Herrera) e Maxi López. Leao Butrón, Jorge Huamán, Jorge Reyes, Cristian Ramos e Guillermo Salas; John Hinostroza, Josepmir Ballón, Wilmer Carrillo e José Díaz; Pedro García (Orlando Allende) e Martín Arzuaga (Carlos Perez).
Técnico: Marcelo Rospide. Técnico: Victor Rivera.
Gols: Jonas, aos 17 minutos do primeiro tempo; Herrera, aos 29 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Wilmer Carrillo e Josepmir Ballón (San Martín).
Estádio: Olímpico. Data: 13/05/2009. Árbitro: Antonio Arias (Paraguai). Auxiliares: Milcíades Saldívar (Paraguai) e César Franco (Paraguai).

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