Grêmio vence La U e se classifica em primeiro

Vitória nos Andes: Grêmio faz 2 a 0 no Universidad e garante título do grupo

Com milagres de Victor e gols de Léo e Maxi López, Tricolor dá passo importante para conquistar Libertadores pela terceira vez

Ampliar Foto Agência/Reuters Agência/Reuters

Jogadores comemoram um dos gols do Grêmio

O caminho para libertar a América é longo, mas o Grêmio sabe atalhar como poucos. O time tricolor foi a Santiago na noite desta quarta-feira, teve atuação irregular, foi ameaçado durante boa parte do tempo e superou todas as adversidades para vencer o Universidad de Chile por 2 a 0, gols de Léo e Maxi López. Com o resultado, os gaúchos asseguraram o título do Grupo 7 da Libertadores com uma rodada de antecedência.

O Grêmio chegou a impressionantes 13 pontos conquistados em 15 disputados. Foram três jogos como visitante e três vitórias. Basta vencer os colombianos do Boyacá Chicó daqui a duas semanas, no Olímpico, para o Tricolor colocar o carimbo em uma das melhores (ou até a melhor) campanhas da primeira fase.

A vitória em Santiago também dá ao clube brasileiro a garantia de jogar em casa o segundo duelo das oitavas-de-final, que será contra uma equipe, ainda indefinida, classificada em segundo lugar em sua chave. Como conseqüência, terá um oponente teoricamente mais fácil.

Mal em campo, bem no placar

Pouco importa que não tenha sido merecido. Se o Grêmio jogou mal no primeiro tempo e conseguiu sair na frente mesmo assim, azar do Universidad de Chile e de sua fanática torcida, que quase lotou o Estádio Nacional. O time gaúcho foi pressionado, pouco criou, não foi vazado por detalhes, mas alcançou aquilo que faltou a La U na etapa inicial. Fez o gol.

E fez com Léo, a figura mais importante dos primeiros 45 minutos, para o bem e para o mal. O defensor exagerou nas faltas, mereceu ser expulso pelo árbitro Carlos Amarilla e cometeu erros que poderiam ter custado caro. Em vez de punido, ganhou o maior dos presentes. Foi aos 31 minutos, em uma rara investida tricolor ao ataque. Souza cobrou falta na área para Jonas desviar de cabeça, de costas. A bola bateu no travessão do goleiro Pinto. No rebote, Léo, também de cabeça, fez o gol.

Os gremistas explodiram em alegria no estádio enquanto o zagueiro, após ser abraçado pelos colegas, atravessou o campo e ergueu os braços ao céu. Dentro da crença dele, o atleta não tinha dúvidas de que havia sido abençoado.

Foi um momento de alívio, uma exceção em um período de constantes perigos para o gol de Victor. O goleirão precisou agir para não ver sua rede balançar. Com oito minutos, Hernández bateu cruzado. O camisa 1 tricolor espalmou.

Bom goleiro também tem sorte. Com 23 minutos, Léo deu um bico na bola, mas ela estourou em Cuevas e voltou contra o gol gaúcho. Victor só teve uma alternativa: torcer. E deu certo. Ele viu a trave balançar com a bolada que ela recebeu.

Depois do gol, o Grêmio melhorou um pouco e passou a apostar nos contra-ataques, especialmente com a velocidade de Jonas. O atacante pediu pênalti aos 34 minutos, mas a arbitragem mandou o jogo seguir.

Novos sustos, novo gol: Maxi López faz 2 a 0

Sabe-se lá o que seria do Grêmio sem Victor. O goleiro voltou a praticar sua especialidade no segundo tempo: milagres. Com quatro minutos, ele deixou um estádio inteiro boquiaberto. González concluiu com força, certeiro. Seria gol se o Tricolor não tivesse um goleiraço. O arqueiro caiu rápido, com todo o reflexo do mundo, para espalmar a escanteio.

Mais seis minutos, mais destaque para Victor. Aos dez, Cuevas mandou o chute de fora da área. A bola mirou o ângulo do goleiro e decidiu que entraria lá. Mas Victor não deixou. O voo virou defesa, e a defesa virou salvação. Era a noite do Grêmio.

Mas faltava um detalhe para a torcida tricolor ficar feliz de vez. Um detalhe nascido na Argentina, de cabelos longos, número 16 às costas. Aos 20 minutos, Souza fez linda jogada pelo meio, deixou dois adversários a ver navios e mandou para Maxi López. O gringo entrou na área em diagonal e desviou do goleiro Pinto. Golaço.

Aí foi só controlar. La U perdeu fôlego, se descoordenou e ainda ficou sem o atacante Olivera, expulso após se enroscar com William Thiego. Herrera perdeu gol feito. Souza ameaçou novamente de longe. O terceiro gol esteve perto, mas não saiu. Pouco importa. O Grêmio seguiu na boa até o final para, sob o olhar da Cordilheira dos Andes, embolsar mais três pontos no estádio onde o Brasil foi bicampeão mundial de futebol em 1962.

Ficha técnica:

UNIVERSIDAD DE CHILE 0 x 2 GRÊMIO
Pinto, Diaz, Olarra, González e Rojas; Iturra, Estrada e Contreras; Cuevas (Gomez), Hernandéz (Villalobos) e Olivera. Victor, Léo (Thiego), Réver e Rafael Marques; Makelele, Adílson, Tcheco, Souza e Fábio Santos; Jonas (Herrera) e Maxi López (Orteman).
Técnico: Sergio Markarián. Técnico: Marcelo Rospide.
Gols: Léo, aos 31 minutos do primeiro tempo; Maxi López, aos 20 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Olivera (Universidad de Chile); Léo, Réver, Makelelê, Tcheco e Adílson (Grêmio). Cartão vermelho: Olivera (Universidad de Chile).
Estádio: Nacional, em Santiago (Chile). Data: 15/04/2008. Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai). Auxiliares: Emigdio Ruiz (Paraguai) e Milcíades Saldívar (Paraguai).

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