Pressão, casa cheia e rival difícil: Tricolor tem seu maior desafio na Libertadores

Grêmio aponta o duelo desta quarta-feira, contra o Universidad de Chile, em Santiago, como o mais complicado da primeira fase da competição

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Maxi López espera um jogo muito difícil

Não será apenas mais um jogo. O Grêmio colocou na cabeça, e com bons argumentos, que a partida desta quarta-feira, contra o Universidad de Chile, em Santiago, será a mais casca grossa da primeira fase da Libertadores da América. Três elementos pesam na convicção tricolor: a possibilidade de La U entrar de vez na briga pela liderança do Grupo 7, a forte presença de público no lendário estádio Nacional (deve receber mais de 40 mil pessoas), e a qualidade do adversário, superior ao Boyacá Chicó e ao Aurora.

– Vai ser nossa partida mais complicada. O adversário vai jogar a vida contra nós. Teremos que trabalhar muito bem para sair com um bom resultado – alertou o argentino Maxi López, em entrevista no saguão do hotel em que o Tricolor está concentrado em Santiago.

O técnico interino Marcelo Rospide, que ocupa o cargo desde a saída de Celso Roth, concorda com Maxi. Ele chega a falar em jogo viril em Santiago.

Jornal chileno diz que Maxi López tenta fugir da sombra de Wanda Nara

Jogador tenta recuperar no Grêmio o bom futebol apresentado no River

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Reprodução – jornal Las Últimas Notícias

Em todos os jogos do Grêmio fora de casa na Libertadores, Maxi López é o jogador mais assediado pela imprensa estrangeira. Não só pela fama conquistada dentro de campo, mas também pelo casamento com a modelo Wanda Nara, celebridade na Argentina. O jornal chileno Las Últimas Notícias destaca na edição desta terça-feira a relação do casal e afirma que o jogador ainda tenta desvincular o seu trabalho em campo da imagem da esposa.

A matéria diz que, nos últimos meses, Maxi só tinha espaços nos jornais quando estava acompanhado da modelo. Porém, desde que chegou ao Grêmio, o jogador tenta recuperar a forma e o bom futebol apresentado no River Plate, no início da carreira.

Autuori tentará liberação do Catar mais uma vez

Técnico espera por resolução da situação para comandar o Grêmio

Paulo Autuori já pediu a rescisão de seu contrato com o Al Rayyan

Paulo Autuori já pediu a rescisão de seu contrato com o Al Rayyan (Crédito: André Brant)

LANCEPRESS!

Até quarta-feira: segundo o diretor-executivo Mauro Galvão esse é o prazo estipulado pela diretoria do Grêmio para que o técnico Paulo Autuori consiga sua liberação junto ao Al Rayyan, do Catar.

E não está fácil. Autuori admitiu nesta segunda-feira estar tão ansioso quanto o Grêmio pela solução do problema. O xeque dono do time, Abdulla bin Hamad Al Thani, quer sua permanência para a Copa do Príncipe, de 17 a 27 de abril. A competição é importante porque dá vaga na Copa da Ásia, que por sua vez leva ao Mundial de Clubes.

Se o xeque bater pé na reunião marcada para o final desta segunda-feira, a contratação de Autuori estará praticamente inviabilizada. E estará aberto o caminho para Renato Gaúcho.

Apesar de marcar prazo até quarta-feira, o Grêmio toparia estendê-lo. Os dirigentes tricolores desejam tanto contar com Autuori, que aceitariam que ele chegasse a Porto Alegre com apenas uma semana de antecedência do último confronto pela fase de grupos da Libertadores: dia 28 deste mês, contra o Boyacá Chicó, no Olímpico.

O empate em 1 a 1 com o Al Sadd, sábado passado, tirou o Al Rayyan da disputa pelo título da Liga do Catar. O Al Gharafa, equipe de Fernandão, ex-Inter, se consagrou campeão faltando uma rodada para o término da competição.

Com a eliminação de seu time do campeonato nacional, Autuori pediu a rescisão de seu contrato, que vai até maio. O xeque negou. Mas uma nova reunião foi marcada para esta segunda-feira.